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quinta-feira, 11 de março de 2010

Soneto de Morte

Em seu leito respirando à luz sombria
Na sua mente uma vida inteira
Entre a lua e o solo, só lembrança passageira
Sobre um tumulo gélido ela dormia

Bela, aqui de pele fria
por esta dor de diferença
seu coração sem esperança
não mais palpita

Sobre ela uma velha paineira desfolhava
por ser escuma da sociedade
ela chorava

A vida de teus olhos jaz vazia
O mundo inteiro por arrependimento se mutila
Da menina palida de negro, ninguém mais ria.

(( Ingrid Cernauski))

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